dimanche 10 février 2008
vendredi 8 février 2008
A vida e arte de encontro ...(Vinicius de Moraes)
Les inscriptions sont ouvertes ! DÉSOLÉE LE STAGE EST COMPLET AU 10 FÉVRIER
Cliquez sur les photos pour les agrandir ...


Pour se mettre en appétit, une petite leçon ... de brésilien, de vie , de poésie ... avec l'immense poète Vinicius de Moraes, à qui j'ai emprunté le titre de ce message :
...LA VIE, C'EST L'ART DES RENCONTRES ...
Reste surtout cette capacité de tendresse, cette intimité parfaite avec le silence...
Reste cette main forte d'homme, pleine de docilité envers tout ce qu'existe...
Reste cette immobilité, cette économie de gestes, cette inertie chaque fois plus grande devant l'infinie...
Reste cet irréductible refus de la poésie non vécue, cette communion avec les sons, cette angoisse de la simultanéité,
du temps...
Reste cette envie de pleurer devant la beauté, cette colère face à l'injustice et au mal compris, cette immense pitié de
soi même et de sa force inutile...
Reste cette faculté incoercible de rêver, de transfigurer la réalité, cette incapacité de l'accepter tel qu'elle est...
Reste cet héroïsme statique, cette petite lumière indéchiffrable à laquelle les poètes nomment espoir...
O Haver (L "Avoir")
Vinicius de Moraes
avec la voix et la guitare de Edu Lobo qui fredonne "Canto Triste"
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Reste surtout cette capacité de tendresse, cette intimité parfaite avec le silence...
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai!eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Vinicius de Moraes
avec la voix et la guitare de Edu Lobo qui fredonne "Canto Triste"
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Reste surtout cette capacité de tendresse, cette intimité parfaite avec le silence...
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai!eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
mardi 5 février 2008
...et l'addition ?
Un petit ajout à mon dernier message caféiné ...
Les participants au prochain dimanche enchantant sur cette thématique ( ...et tous les autres mystérieux lecteurs de ce blog !) pourraient-ils commencer à rechercher des petits bouts de textes en tout genre sur "Le café" (la boisson ...le lieu ...) et me les faire parvenir pour une prochaine mise en forme ???
"One more cup of coffee" ... avec Dylan pour ce mardi tout gris ?
Les participants au prochain dimanche enchantant sur cette thématique ( ...et tous les autres mystérieux lecteurs de ce blog !) pourraient-ils commencer à rechercher des petits bouts de textes en tout genre sur "Le café" (la boisson ...le lieu ...) et me les faire parvenir pour une prochaine mise en forme ???
"One more cup of coffee" ... avec Dylan pour ce mardi tout gris ?
mercredi 30 janvier 2008
Un petit café ?
Ca y est !
Ma thématique du prochain Dimanche Chanson/Café est prête ...J'ai relevé tous les morceaux, mis tout ça en partition ...
Et j'ai la tête comme une cafetière !
Voici la "carte" que je vous propose :

- DU TANGO avec "EL ULTIMO CAFÉ" (Stamponi/Castillo) Interpréte: Suzana Rinaldi...
- DE LA NOSTALGIE VIENNOISE avec "IN EINEM KLEINEN CAFE IN HERNALS" (Leopoldi 1955)

- .... ou RUSSE avec "MON CAFÉ RUSSE" (Botton) Interprète: Betty Mars
- DU PUR BLUES avec"COFFEE BLUES" (Hopkins 1951) Interprète: Light'nin' Hopkins

- DU VRAI YÉYÉ avec "CAFÉ VANILLE OU CHOCOLAT" (Cour/Spencer 1965)Interprète: Carole Ménard ...
- DU MAMBO ...FRANçAIS avec
- "GRAIN DE CAFÉ" (Kubnick/Leca 1948) Interprète: Rosa Mania ...

- DU MAMBO ... ANGLAIS avec "THE COFFEE SONG" (Hilliard /Miles 1946) Interprètes: les Andrew Sisters ...
- DE LA VRAIE CHANSON RÉALISTE avec "CAFÉ CHANTANT" (Malleron /Wall Berg 1938) Interprète: Damia ...
- DU JAZZ CORSÉ avec "BLACK COFFEE" (Webster /Burke 1949) Interprète: Sarah, Ella
Coffee & CokeDoses pour 4 personnes:
4 tasses de café façon expresso froid, 4 petits verres de rhum, 1/2 litre de Coca Cola, 1 citron.Versez dans une carafe les ingrédients et le jus de citron pressé, mélangez soigneusement. Ajoutez les glaçons à volonté et servez dans des verres pour boissons
- ... ou plus léger avec "YOU'RE THE CREAM OF MY COFFEE"(De Sylva / Brown / Anderson 1955) Interprète : Marlène Dietrich ...
- DE LA CHANSON FRANçAISE avec
- "LE PETIT CAFÉ"(Wall Berg/Lemarchand 1935) Interprète: Danielle Darrieux ...
- "LE GRAND CAFÉ" (Charles Trenet 1938)
- "CAFÉ TABAC" (Wagenheim/Lorin 1955) Interprète: Bourvil ...
- "PLANTER CAFÉ" (Stern/Marnay 1955) Interprète : Montant ...
ou avec
- "COULEUR CAFÉ" (Gainsbourg 1964
- "TU PEUX PRÉPARER L'CAFÉ NOIR"(Alexander/Moine 1979) Interpète : Eddy Mitchell ...
- "CAFÉ COCU" (Didier/Lepprest 2003)
- DE LA CHANSON ESPAGNOLE REVISITÉE avec "EL CAFE DE CHINITAS" (Garcia Lorca 1954) Interprète: Germaine Montero
Café à la Menthe
Doses pour 4 personnes: 4 tasses de café façon expresso froid, 2 cuillères à soupe de sirop de menthe, 2 petits verres de Cointreau.Versez dans un shaker le café, quelques glaçons, le sirop de menthe et les verres de liqueur. Frappez et servez dans des petits verres et garnissez avec des feuilles de menthe
DIFFICILE DE CHOISIR ...?
Alors vraiment ??? Qu'est-ce -que je vous sers ???
Vous en reprendrez bien une petite ??
Bon attention tout de même ...
... ET SALADE D'ÉTÉ ?
Après la soupe d'hiver ... Une petite Salade de Fruit d'Été ??
Après l'Homme - Légumes, comment ne pas rendre hommage à la Femme - Fruits!
The "Lady in the tutti frutti hat" ... La "Pequena notavel"- la "petite remarquable"- de 1,53m ... la petite Carmen née au Portugal,
la Brazilian Bomb shell d'Hollywood,
la Rosita ,la Chiquita, la Dorita, la Chita, de la 20th Century Fox ... celle qui, dans les films qu'on lui fait tourner, représente toute l'Amérique du Sud à elle seule,
l'Amérique des années trente, de Roosevelt et de la "Good Neighbour Policy" , une Amérique du Sud qui s'offre à celle du Nord, enfin que le Nord veut s'offrir sur un plateau, comme cette petite femme fruit s'offre dans ses films,
Rosita du Brésil, Chita d'Argentine, Chiquita du Mexique,
Dorita de Cuba, jamais la même, toujours la même.
Une jupe qui laisse voir les jambes et les pieds nus dans d'improbables chaussures, un chemisier volumineux, de la couleur, des motifs de fleurs, de végétaux, un panier garni sur la tête, ventre exposé sous les volants, des volants, des volants, du brillant du cliquant, léger, frivole, c'est Elle, c'est La Femme Latino ...
En 1939, le Bahianais Dorival Caymmi compose " O que é que a baiana tem ? Quelles sont donc les qualités de cette femme de Bahia ?

La femme qui s'offre et qu'on peut s'offrir.
Qu'y a-t-il dans son panier ?
Qu'y a-t-il " No tabuleiro da baiana" ? (Sur le plateau de la Bahianaise…) nous dit la chanson d'Ary Barroso, enregistrée en 1936 : plein de gourmandises aussi délicieuses à manger qu'elle même est à croquer !
.
Son panier à Carmen, il est sur sa tête. Rempli de fruits exotiques, d'oranges et de bananes mûres à point,
Prête à ravitailler tout un continent, la voici qui débarque de son paquebot de sa croisière mille fois recommencée,
qui débarque comme on débarque les cargaisons de fruits et de café sur le port des villes du Nord; des vastes plantations du Sud, jusqu'aux cuisines du Nord, l'exotique qu'on domestique,
"Mangez-moi" chante-t-elle en dansant sa samba bahianaise, ou mexicaine, ou cubaine ... peu importe ... Exotique !!!
Avec Carmen, Hollywood et toute l'Amérique invente le Tropical !
The "Lady in the tutti frutti hat" ... La "Pequena notavel"- la "petite remarquable"- de 1,53m ... la petite Carmen née au Portugal,

la Brazilian Bomb shell d'Hollywood,
l'Amérique des années trente, de Roosevelt et de la "Good Neighbour Policy" , une Amérique du Sud qui s'offre à celle du Nord, enfin que le Nord veut s'offrir sur un plateau, comme cette petite femme fruit s'offre dans ses films,
Rosita du Brésil, Chita d'Argentine, Chiquita du Mexique,
Dorita de Cuba, jamais la même, toujours la même.Une jupe qui laisse voir les jambes et les pieds nus dans d'improbables chaussures, un chemisier volumineux, de la couleur, des motifs de fleurs, de végétaux, un panier garni sur la tête, ventre exposé sous les volants, des volants, des volants, du brillant du cliquant, léger, frivole, c'est Elle, c'est La Femme Latino ...
En 1939, le Bahianais Dorival Caymmi compose " O que é que a baiana tem ? Quelles sont donc les qualités de cette femme de Bahia ?
O que é que a baiana tem?
Só vai no Bonfim quem tem...
O que é que a baiana tem?
Les paroles répondent :
Um rosário de ouro, uma bolota assim
Ai, quem não tem balangandãs
não vai no Bonfim
Ôi, quem não tem balangandãs
Não vai no Bonfim
Ôi, não vai no Bonfim
" Elle a des boucles d'oreille et des bracelets en or, une tunique en dentelles, un jupon bien froncé, des sandales décorées et une grâce infinie…
Só vai no Bonfim quem tem...
O que é que a baiana tem?
Les paroles répondent :
Um rosário de ouro, uma bolota assim
Ai, quem não tem balangandãs
não vai no Bonfim
Ôi, quem não tem balangandãs
Não vai no Bonfim
Ôi, não vai no Bonfim
" Elle a des boucles d'oreille et des bracelets en or, une tunique en dentelles, un jupon bien froncé, des sandales décorées et une grâce infinie…
La femme qui s'offre et qu'on peut s'offrir.
Qu'y a-t-il dans son panier ?
Qu'y a-t-il " No tabuleiro da baiana" ? (Sur le plateau de la Bahianaise…) nous dit la chanson d'Ary Barroso, enregistrée en 1936 : plein de gourmandises aussi délicieuses à manger qu'elle même est à croquer !
No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá
No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você
Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
E depois o que será de nós dois
Seu amor é tão fulgáz, enganador
Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração
.
Son panier à Carmen, il est sur sa tête. Rempli de fruits exotiques, d'oranges et de bananes mûres à point,

Prête à ravitailler tout un continent, la voici qui débarque de son paquebot de sa croisière mille fois recommencée,
qui débarque comme on débarque les cargaisons de fruits et de café sur le port des villes du Nord; des vastes plantations du Sud, jusqu'aux cuisines du Nord, l'exotique qu'on domestique,"Mangez-moi" chante-t-elle en dansant sa samba bahianaise, ou mexicaine, ou cubaine ... peu importe ... Exotique !!!

Avec Carmen, Hollywood et toute l'Amérique invente le Tropical !

Des histoires d'amphétamines et de barbituriques en tout genre, de mariage catastrophique, d'alcoolisme ? Ou comment rester une femme indépendante et forte quand on s'est laissée façonner en icône par Hollywood business ... Toujours la même histoire ...
Le plus dur pour elle semble avoir été la controverse qu'elle a rencontrée à son retour dans son propre pays.
Disseram que Eu Voltei Americanizada
(Vicente Paiva and Luiz Peixoto)
Disseram que eu voltei americanizada
Com o "burro" do dinheiro
Que estou muito rica,
Que não suporto mais o breque do pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca.
Disseram que com as mãos estou preocupada
E corre por aí -- que eu sei -- um certo zum-zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandans, já não existe mais nenhum.
Mas prá cima de mim, prá que tanto veneno
Eu posso lá voltar americanizada
Eu que nasci com o samba, e vivo no terreiro
Tocando a noite inteira, a velha batucada.
Nas rodas de malandros, minhas preferidas
Eu digo mesmo que te amo, e nunca "I love you"
...
(Vicente Paiva and Luiz Peixoto)
Disseram que eu voltei americanizada
Com o "burro" do dinheiro
Que estou muito rica,
Que não suporto mais o breque do pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca.
Disseram que com as mãos estou preocupada
E corre por aí -- que eu sei -- um certo zum-zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandans, já não existe mais nenhum.
Mas prá cima de mim, prá que tanto veneno
Eu posso lá voltar americanizada
Eu que nasci com o samba, e vivo no terreiro
Tocando a noite inteira, a velha batucada.
Nas rodas de malandros, minhas preferidas
Eu digo mesmo que te amo, e nunca "I love you"
...
Je me lançe dans la traduction:
Ils ont dit que je suis rentrée "américanisée"avec ce sacré argent, que je suis très riche que je ne peux plus supporter le bruit du pandeiro et que je reste ? ... quand j'entends la cuica; ils disent que j'ai les mains très occupées; il y a une rumeur, je sais exactement, qui dit que je n'ai plus "d'épices", plus rien, et que, de tous les emblêmes de Bahia que je portais, il n'en reste plus un.
Pourquoi me balancent-ils tout ce poison? Comment aurais-je pu revenir "américanisée" ? Je suis née avec la samba, et je vis au milieu des écoles de samba, celles qui jouent toute la nuit les rythmes d'autrefois, c'est ça que je préfère; être au milieu des favelas et de ceux qui jouent la samba, j'ai toujours dit 'Je t'aime" en portugais, jamais en anglais ...
Pourquoi me balancent-ils tout ce poison? Comment aurais-je pu revenir "américanisée" ? Je suis née avec la samba, et je vis au milieu des écoles de samba, celles qui jouent toute la nuit les rythmes d'autrefois, c'est ça que je préfère; être au milieu des favelas et de ceux qui jouent la samba, j'ai toujours dit 'Je t'aime" en portugais, jamais en anglais ...
Elle meurt d'une crise cardiaque, en Amérique du Nord, dans sa maison de Beverly Hill.
Elle est enterrée en Amérique du Sud, à Rio de Janeiro, et plus d'un million de personnes suivent le cortège funèbre.
Elle a 46 ans.

Carmen Miranda était à coup sÛr une Chica Chica Boum Chic !
Si vous voulez vous amuser à compter ses chapeaux, allez faire un tour ici !
mercredi 23 janvier 2008
SOUPE D'HIVER

Et voilà trop tard ! J'ai loupé l'expo !
Celle de l'inventeur de " Où est Charlie ?" ...
Coucou !
Arcimboldo !
Un des premiers noms de peintres que j'ai du me mettre en bouche avec délices !
...alors le plaisir quand j'ai déniché ce texte de Nathalie Sarraute !

Sacré Arcimboldo ! Peintre certes mais aussi savant érudit reconnu, conseiller artistique, organisateur de spectacles avec "machineries", costumier, inventeur de masques, ingénieur de jeux d’eau et de feux d’artifice.Il est rapporté qu'il alla jusqu'à créer un procédé pour franchir un fleuve sans embarcation et sans pont (!) ...
Passionné de musique également, porteur, avant Rameau, du grand rêve de "l'Harmonie Universelle", il rêva même à la conception d' un "Clavecin de couleurs", avec chaque touche associée à une nuance de couleur précise.
Je me souviens de ce professeur de musicologie, Daniel Paquette, qui avait su éveiller notre curiosité d'étudiants dubitatifs, en nous décrivant avec forces détails cette entreprise, à coup de calculs de proportions phytagoriciennes, divisant l'octave en 12 demis-tons (ce qui n'était pas encore envisagé à cette époque!) et cherchant à établir un rapport très précis entre consonances et nuances colorées du BLANC, grave, au NOIR aigu !!!
Et alors là, parenthèse incroyable, je découvre par hasard sur un rapport publié sur internet ... que ce Daniel Paquette a fini ( avec l'aide d'un luthier lyonnais) par le fabriquer lui-même ce sa cré piano, en 1993 ....! faut absolument que je voie ça !
Mais en attendant, j'ai raté Arcimboldo ...
Mais il me reste ...
l'Homme à la tête de chou !
Et là, j'ai tout ce qu'il faut pour ma soupe non ??
Serge Gainsbourg Ballade comestible
1980 Musique Jacques Dutronc
Je crois bien que je l'ai dans le dos
Une heure que je fais le poireau
Les cent pas sur la berge
Attendant cette asperge
Asperge, asperge
Déjà dix heures tout rond
A l'aiguille de mon oignon
Mon oignon
J'avais d'autres candidates
J'en ai gros sur la patate
Moi qui me suis fait tout beau
Elle me court sur l'haricot
Haricot, haricot
Mais si elle vient pas du tout
Demain je lui rentre dans le chou
Dans le chou
On devait aller au théâtre
Balancer des tomates
Et après au ciné
On serait tapé un navet
Un navet, navet
Si je la vois je lui dirai tu
Peux être fière de toi, l'es-tu
Laitue ?
Si comme ça, je vais solo
Dépenser mon artiche au
Café écluser au bar
Les pastis et les pinards
L'épinard !
Une heure que je fais le poireau
Les cent pas sur la berge
Attendant cette asperge
Asperge, asperge
Déjà dix heures tout rond
A l'aiguille de mon oignon
Mon oignon
J'avais d'autres candidates
J'en ai gros sur la patate
Moi qui me suis fait tout beau
Elle me court sur l'haricot
Haricot, haricot
Mais si elle vient pas du tout
Demain je lui rentre dans le chou
Dans le chou
On devait aller au théâtre
Balancer des tomates
Et après au ciné
On serait tapé un navet
Un navet, navet
Si je la vois je lui dirai tu
Peux être fière de toi, l'es-tu
Laitue ?
Si comme ça, je vais solo
Dépenser mon artiche au
Café écluser au bar
Les pastis et les pinards
L'épinard !
- Bon alors et cette soupe d'hiver promise ?
Ben à force de tailler mes carottes en bâtonnets, de couper mes navets en quatre, de m'éplucher l'oignon, je finis par me mélanger les asperges, et j'ai bien peur qu'une fois de plus ce message/blog ne se transforme ... en citrouille !
Oh si tiens !
Pour mon fidèle commentateur Fleury : une recette ... de RISOTTO DE PRINTEMPS !!!
... mais pas n'importe laquelle !
Une recette tirée de " La cuisine italienne à la manière d'Arcimboldo" Non non je n'invente rien !!! C'est publié aux Éditions Fluo à Paris !

Encore une petite couche, juste pour finir (de vous) (d)'assaisonner ???
mardi 22 janvier 2008
WAOUH!
...Et dire que j'étais partie nonchalamment à la recherche de quelques petits cailloux pour ma thématique "Les prénoms dans les chansons" ... je tombe sur ce pur diamant !
Attention, émotion ...
Attention, émotion ...
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